lyrics
Ô Zé…
Chega devagar, sem fazer alarde…
Que a noite conhece quem é malandro de verdade.
Salve a malandragem!
Salve as Almas!
Saravá, Zé Pretinho!
Lá na Lapa ele andava, de terno bem alinhado,
Chapéu na cabeça, sorriso de lado,
Não precisava de muito pra ser respeitado,
Era simples na vida, mas sempre aprumado.
Zé Pretinho era assim, ligeiro no caminhar,
Conhecia os atalhos que a vida podia dar,
Com a ginga carioca e a palavra certeira,
Nunca confundiu malandragem com vida traiçoeira.
Ele sabe da dor de quem vive na estrada,
Conhece a tristeza de uma alma cansada,
Se tem nó no caminho, ele chega ligeiro,
Desata a demanda e protege o terreiro.
Ô Zé Pretinho, malandro de fé,
Bate o sapato, firma o axé!
Na Lapa ou na Calunga, ele sabe caminhar,
Quem pede proteção, pode confiar.
Ô Zé Pretinho, vem pra ensinar,
Que malandragem é saber se cuidar,
Com inteligência, coragem e humildade,
Ele abre caminho com dignidade.
Na Calunga pequena, onde a noite é profunda,
Zé conhece os mistérios que a vida não conta,
Entre as Almas e os caminhos que ninguém quer passar,
Ele leva esperança pra quem precisa encontrar.
Se alguém vem sofrendo, ele sabe escutar,
Se a vida fecha a porta, ele ensina a esperar,
Não promete caminho fácil, nem vitória sem suor,
Mas mostra que com coragem a gente pode ser melhor.
Ele não chega fazendo confusão,
Chega sorrindo e estende a mão,
Um verdadeiro lord na sua caminhada,
Malandro elegante, postura respeitada.
E quando a demanda tenta atravessar,
Zé Pretinho dá um jeito de afastar,
Não é força sem cabeça, não é valentia à toa,
É inteligência fazendo a vida ficar boa.
Ô Zé Pretinho, malandro de fé,
Bate o sapato, firma o axé!
Na Lapa ou na Calunga, ele sabe caminhar,
Quem pede proteção, pode confiar.
Ô Zé Pretinho, vem pra ensinar,
Que malandragem é saber se cuidar,
Com inteligência, coragem e humildade,
Ele abre caminho com dignidade.
Quem conhece a noite sabe quem ele é,
Quem conhece a estrada respeita seu Zé,
Se a vida apertar, não precisa correr,
Chama Zé Pretinho que ele vai responder!
Ê Zé, ê Zé,
Zé Pretinho chegou!
Com seu chapéu e sua ginga,
Com seu jeito protetor!
Ê Zé, ê Zé,
Malandro de coração,
Na Lapa ele tem história,
Na Calunga tem missão!
Zé Pretinho não ensina a passar ninguém pra trás,
Ensina que ser esperto é buscar a própria paz.
Porque malandro de verdade não precisa humilhar…
Ele conhece os caminhos e sabe onde pisar.
Salve Zé Pretinho!
Salve a linha dos Malandros!
Salve as Almas!
E que todo caminho fechado encontre uma porta pra abrir.