[Verse 1] Porta aberta Mesa posta pra ninguém Quarto cheio de fotografia E de um ontem que nunca vem
Telefone mudo na gaveta Xícara rachada no chão Todo mundo foi embora Eu fiquei com a solidão
[Chorus] Sou a casa que ficou calada Sou o prato frio na madrugada Sou o grito preso na garganta Que ninguém escuta Ninguém levanta Sou o filho esquecido no sofá Esperando alguém voltar Mas só chega o silêncio Pra me abraçar
[Verse 2] Mãe cansada Olho fundo Passo arrastando Pai perdido em outra vida Nunca mais perguntando
Eu aprendi a rir baixinho Pra não incomodar A esconder os cortes na alma Quando vinham perguntar
[Chorus] Sou a casa que ficou calada Sou o prato frio na madrugada Sou o grito preso na garganta Que ninguém escuta Ninguém levanta Sou o filho esquecido no sofá Esperando alguém voltar Mas só chega o silêncio Pra me abraçar
[Bridge] Tem dias que eu nem levanto (hey) Céu cinza dentro do olhar Rezo pra dor ter um fim E não me encontrar
Se um dia alguém bater na porta Talvez eu nem vá atender Aprendi a viver com a ausência Com medo de perder
[Chorus] Sou a casa que ficou calada Sou o prato frio na madrugada Sou o grito preso na garganta Que ninguém escuta Ninguém levanta Sou o filho esquecido no sofá Esperando alguém voltar E se um dia eu for embora Ninguém vai notar
[Outro] A luz do corredor Apaga devagar E o silêncio no meu peito É o último a ficar
A zene stílusa
Dark, intimate Brazilian ballad with sparse piano and distant pads, male vocals close-miked and fragile. First verse almost spoken over minimal chords; chorus swells with warm bass and airy backing harmonies. Subtle strings enter on the second chorus, building emotional weight, then everything falls back to just voice and a single held chord for the final lines.