lyrics
Nasci livre como o vento ao ciciar das cigarras, cresci com o canto das aves e o bordonear das guitarras, mais arisco que um guará! Mais firme que um tamanduá! Na causa que eu meto as garras!
Senhores não levem a mal se meu canto cheira terra,
se traz histórias de guerras é que outras vidas vivi,
na beira do Ivaí, peleando deixei meu sangue,
pelo meu povo Caingangue e meus irmãos guaranis.
Na beira do Ivaí peleando deixei meu sangue,
pelo meu povo Caingangue e meus irmãos guaranis.
E nesta vida de agora peleio abrindo o peito,
para exigir os direitos do povo da minha raça,
que vitimas da trapaça passam fome e passam sede,
e quem sonhou numa rede chora num banco de praça.
Que vitimas da trapaça passam fome e passam sede,
e quem sonhou numa rede chora num banco de praça.
Com as matas derrubadas e os rios envenenados,
o indígena coitado perde a sua cultura,
vejam que triste figura que me corta o coração,
ao ver implorar um pão quem tinha carne em fartura.
Vejam que triste figura que me corta o coração,
ao ver implorar um pão quem tinha carne em fartura.
Eu descendo de uma raça da província Del Guairá,
beirando o rio paraná eu já fui um vinitu,
percorri o Peabiru como itaguajé turuna,
e já fui um bituruna nos vales do iguaçu.
Percorri o Peabiru como itaguajé turuna,
e já fui um bituruna nos vales do iguaçu.