lyrics
Nasci livre como o vento ao ciciar das cigarras,
cresci com o canto das aves e o bordonear das guitarras.
Mais arisco que um guará, mais firme que um tamanduá,
na causa que eu meto as garras.
Senhores não leve a mal se meu canto cheira terra,
se traz histórias de guerra é que outras vidas vivi,
na beira do Ivaí peleando deixei meu sangue,
pelo meu povo Caingangue e meus irmãos Guarani.
Na beira do Ivaí peleando deixei meu sangue,
pelo meu povo Caingangue e meus irmãos Guarani.
E nesta vida de agora peleio abrindo o peito,
para exigir os direitos do povo da minha raça,
que vitimas da trapaça passam fome e passam sede,
e quem sonhou numa rede chora num banco de praça.
Que vitimas da trapaça passam fome e passam sede,
e quem sonhou numa rede chora num banco de praça.
Com as matas derrubadas e os rios envenenados,
o indígena coitado perde a sua cultura,
vejam que triste figura que me corta o coração,
ao ver implorar um pão quem tinha carne em fartura.
Vejam que triste figura que me corta o coração,
ao ver implorar um pão quem tinha carne em fartura.
Eu descendo de uma raça da província del guairá,
beirando o rio Paraná eu já fui um vinitu,
percorri o peabiru como itaguajé turuna,
e já fui um bituruna no vale do iguaçu.
Percorri o peabiru como itaguajé turuna,
e já fui um bituruna no vale do iguaçu.