Tendo no alto a esperança aonde ronca o bugio, passei meu tempo criança enamorado dos rios. Na beira daquela serra éramos muito felizes, comendo o fruto da terra sem exaurir as matrizes. Comendo o fruto da terra sem exaurir as matrizes. Sou missioneiro senhores e é por mi pueblo que estou aqui, cresci colhendo frutos do mato pelas encostas do rio dos patos e cabeceiras do Ivaí. Cresci parceiro das gralhas e dos pinheiros irmão, pois sempre junto co as falhas vinha bastante pinhão. O doce sabor do ingá da minha boca não sai, e o meu primeiro jundiá eu pesquei junto a meu pai. O doce sabor do ingá da minha boca não sai, e o meu primeiro jundiá eu pesquei junto a meu pai. Sou missioneiro senhores e é por mi pueblo que estou aqui, cresci colhendo frutos do mato pelas encostas do rio dos patos e cabeceiras do Ivaí. Mas essa história senhores é de uma vida passada, a ambição de invasores nos destruiu a morada. Não avistei mais a serra não há ingá nem bugio, envenenaram a terra não há mais peixe no rio. Não avistei mais a serra não há ingá nem bugio, envenenaram a terra não há mais peixe no rio. Sou missioneiro senhores e é por mi pueblo que estou aqui, cresci colhendo frutos do mato pelas encostas do rio dos patos e cabeceiras do Ivaí.