Letra da música
[Intro]
Antes do tempo, no ventre do mar,
acenderam-se nomes que o mundo iria temer.
[Verse 1]
Do céu sem manhã ergueu-se Bahamut,
escamas de montanha, asa sobre o sol.
Igris marchou com os olhos de brasa,
trazendo os sem-pulso em seu negro lençol.
[Verse 2]
Rompia a tormenta as colunas do mundo,
rios subiam ao alto, a terra cedeu.
Mas os Primordiais chamaram seus nomes,
e o próprio horizonte em resposta tremeu.
[Chorus]
Ergam-se, antigos, guardiões do começo!
Que a noite se curve, que cesse o trovão!
Bahamut, dragão, teu voo terá fim;
Igris, teus mortos dormirão sob o chão!
[Verse 3]
O fogo dos astros fechou-lhe as alturas,
raízes de pedra prenderam-lhe o voo.
Contra os guerreiros que a morte trouxera,
a aurora primeira seu clarão lançou.
[Bridge]
Então veio a tormenta, sem rosto e sem margem,
rasgando os juramentos, tragando o clarão.
Os deuses uniram o selo das eras,
e o caos foi contido no fundo da prisão.
[Chorus]
Ergam-se, antigos, guardiões do começo!
Que a noite se curve, que cesse o trovão!
Bahamut, dragão, teu voo terá fim;
Igris, teus mortos dormirão sob o chão!
[Outro]
Selados os dois, sob pedra e memória,
a tormenta calou-se, vencida afinal.
E os Primordiais guardaram a história:
nenhum poder rompe o selo ancestral.
Estilo de música
Épico sinfônico de fantasia sombria, andamento marcial crescente, cordas graves em ostinato e metais monumentais abrindo espaço para tambores de guerra e coro misto; versos narrativos em português com voz principal grave e dramática, refrão amplo e triunfal com coro; ponte suspensa e ameaçadora para a tormenta, clímax orquestral em camadas e final resoluto com queda súbita para um selo antigo. Produção cinematográfica, dinâmica, percussão profunda, cordas e metais detalhados.