Letra da música
[Intro]
Na porta de pedra, antes do sino tocar
Um pano azul, um nome, e o frio do altar
Dois olhos cansados juraram voltar
Mas a fome fechou a estrada do lar
[Verse 1]
Penélope dormia nos braços da mãe
Com farinha contada para mais ninguém
O pai beijou sua testa, pediu perdão
E deixou seu retrato junto ao coração
A igreja guardou seu pequeno cobertor
Enquanto a noite apagava o corredor
Não foi falta de amor, foi o prato vazio
Foi o mundo cobrando um preço sombrio
[Pre-Chorus]
Cresceu entre preces, ferrugem e pó
Com uma pergunta apertada na voz
Se o céu escutava aquela criança
Por que a esperança chegou tão sós?
[Chorus]
Penélope, filha da fome e do trovão
Teu sax rasga a noite, abre o portão
Quando as criaturas sobem do chão
Tu sopras coragem dentro da escuridão
Penélope, ninguém te toma o amanhecer
Do abandono fizeste um jeito de viver
Se o sangue da noite vier te cercar
Tua música acende o lugar
[Verse 2]
No Projeto Arbor, sob lâmpadas frias
Mediram seus sonhos, quebraram seus dias
Plantaram veneno no fundo da pele
E deram um número ao nome que ela elege
Aprendeu a correr sem pedir direção
A ler cada ruído, a sentir vibração
Mas guardou no bolso, dobrado e gasto
O retrato dos dois que a amaram de fato
[Pre-Chorus]
Quando a sirene chamou pelo seu nome
Ela arrancou os cabos da própria mão
Levou um sax velho, riscado e pesado
E jurou proteger quem não tinha proteção
[Chorus]
Penélope, filha da fome e do trovão
Teu sax rasga a noite, abre o portão
Quando as criaturas sobem do chão
Tu sopras coragem dentro da escuridão
Penélope, ninguém te toma o amanhecer
Do abandono fizeste um jeito de viver
Se o sangue da noite vier te cercar
Tua música acende o lugar
[Bridge]
Se mãe ainda escutas, não chores por mim
Se pai ainda esperas, a estrada não tem fim
Eu não fui esquecida, eu sobrevivi
Levo o amor de vocês onde eu for, onde eu ir
[Instrumental]
Solo de saxofone barítono, feroz e melódico, acompanhado por cordas ascendentes e tambores de guerra
[Final Chorus]
Penélope, filha da fome e do trovão
Teu sax rasga a noite, abre o portão
Toda criatura que ousar avançar
Vai ouvir teu grito antes de tombar
Penélope, amada mesmo quando foi deixada
Menina da igreja, guerreira forjada
Do Projeto Arbor ao fim do luar
Tua música vive, ninguém vai calar
[Outro]
E quando o sino anuncia o primeiro clarão
Ela guarda o sax junto ao coração
Dois nomes antigos brilham na memória
E Penélope marcha, caçadora da noite e da história
Estilo de música
épico cinematográfico sombrio, folk metal sinfônico, andamento crescente, cordas graves e coros amplos, tambores de guerra orgânicos, saxofone barítono como arma melódica com frases heroicas e dissonantes, versos íntimos em voz feminina expressiva, refrão monumental, ponte com colapso orquestral e solo de saxofone, produção dramática com grande dinâmica e graves densos