[Verso 1] Dois mil e vinte e seis Não muda nada Mesmo barro Mesmo beco Mesma cara cansada
Só os mike da rua Ainda acreditando em fala Sem contrato Sem selo Sem ajuda na batalha
Na madruga é só eles E o silêncio da quebrada Cada sirene é lembrança Cada esquina é cilada
Tropa dos baixados cresce Mais vela Mais calçada Mais mãe chorando em cozinha Que vergonha danada
[Refrão] 2k26 Não muda nada É nós contra o mundo e mais nada Tropa dos baixados só aumenta na estrada E os cara de farda ganhando pra não fazer nada
2k26 Não muda nada Mesmo sonho preso na mesma grade quebrada Quem corre atrás vive de cara amarrada Vendo Op. Verão lucrar pra não fazer nada
[Verso 2] Op. Verão faz dinheiro Pra posar em reportagem montada Trinta conto no bolso Pra fechar vista de área lotada
Enquanto isso Na viela Tem irmão sem cesta Sem nada Com diploma na gaveta Enterrado igual piada
Querem selfie com favela Mas não descem na calçada Gostam do som Da gíria Não gostam da nossa fala
Se pergunta quem protege Quando o tiro corta a madrugada É só mais um nome na lista E um relatório dizendo: “não deu em nada”
[Refrão] 2k26 Não muda nada É nós contra o mundo e mais nada Tropa dos baixados só aumenta na estrada E os cara de farda ganhando pra não fazer nada
2k26 Não muda nada Mesmo sonho preso na mesma grade quebrada Quem corre atrás vive de cara amarrada Vendo Op. Verão lucrar pra não fazer nada
Style of Music
Raw Brazilian street rap, minor-key piano loop over gritty boom-bap drums, deep sub-bass underlines each bar; male vocals half-spoken, half-growled. Verses stay almost a cappella with sparse percussion accents, chorus brings in darker choirs and filtered pads, energy pushing forward with a heavy, resigned swagger.