가사
Me criei abarbarado sem nunca pedir penico,
fazendo corpo de mico, nas pendengas do povoeiro,
e o taura mais caborteiro, por mais que cante de galo,
já fiz abrir o cavalo, a planchaço de coqueiro.
Já fiz abrir o cavalo a planchaço de coqueiro.
Sou cria dos sete póvos, cantador é minha sina,
um dia aguento corcóvos, no outro canto pras chinas.
Sou cria dos sete póvos, cantador é minha sina,
um dia aguento corcóvos, no outro canto pras chinas.
Não sou de achatar a pata, nas horas brabas da vida,
e frente os aspa torcida, não ando empurrando estrada.
Não me abichórno por nada, só tenho jeito de loco,
e quando to mal dos troco eu não enjeito parada.
E quando to mal dos troco eu não enjeito parada.
Sou cria dos sete póvos, cantador é minha sina,
um dia aguento corcóvos, no outro canto pras chinas.
Sou cria dos sete povos, cantador é minha sina,
um dia aguento corcóvos, no outro canto pras chinas.
Me ajusto numa estância, encilho um corcoviadôr,
as vezes de alambradôr e se me falta trabalho,
nas cartas não me atrapalho, nem jógo a leite de pato,
pois sei a toca do gato, quando desfólho um baralho.
Nas cartas não me atrapalho, nem jógo a leite de pato,
pois sei a tóca do gato, quando desfólho um baralho.
Sou cria dos sete povos, cantador é minha sina,
um dia aguento corcóvos, no outro canto pras chinas.
Sou cria dos sete póvos, cantador é minha sina,
um dia aguento corcóvos, no outro canto pras chinas.