Era uma vez um gatinho que morava no telhado, cabelos como a noite, olhos de estrelas, observando a cidade adormecida, seus sonhos se misturavam ao vento suave. Ele chamava sua flor, para fazer amor, eles se atracavam ao ritmo da brisa, juntas, desenhavam histórias no ar, entre risos e sussurros de um ritmo sexy. No silêncio e luz da lua, ela respondia, seu perfume, aí ui há ha uma promessa de primavera, e o telhado se tornava um palco, onde o amor se desenrolava em pétalas. Mas o tempo é um ladrão astuto, e as noites foram se esvaindo, o gatinho, agora só na sombra, guardava na memória o calor da flor.