[Verso] No salão à luz de velas Ergueram-se canções Dois lados da moeda Duas grandes nações De um lado a terra livre Sem grilhões ou correntes Do outro a glória antiga De estandartes tão presentes [Verso 2] Na vila cada sopro Cada passo bem medido Resoava a melodia De um império dividido Os que buscavam a ruptura O novo sol a brilhar Contra os que queriam A velha chama reacender [Refrão] Dança Dança no salão Ao ritmo da decisão Liberdade ou tradição Em cada vida Em cada mão Nos passos da esperança Na lira do coração Se escutam risos e prantos Ecoando na escuridão [Verso 3] O vento sopra histórias De batalhas e festins De um rei que se foi De heróis entre jardins Falas de alforria De um futuro repleto de luz Ou defendendo as cinzas Que um dia foram cruz e cruz [Verso 4] As ruas calçadas de pedra Os tavernos murmuravam Cervejas erguidas Os sonhos se entrelaçavam Orgulho de um passado Ou desejos do porvir Num baile em desconcerto Difícil de se distinguir [Ponte] E quando a lua cheia Iluminou o campo aberto Dançaram todos juntos Destinos a descoberto Os olhos se encontravam Às vezes sem dizer Quem era de que lado Ou quem queria o quê