Dalszöveg
[Intro]
Sete portas sob a pedra,
sete nomes a vencer.
Quem desce ao reino dos mortos
leva a própria alma a arder.
[Verse 1]
No primeiro andar, a mesa
se estendia sem final;
Gula, com mil bocas abertas,
fez do banquete um funeral.
Eu larguei o pão dourado,
recusei seu falso calor;
Uma fome não saciada
não devora o meu valor.
[Verse 2]
No segundo, véus de seda,
Luxúria em voz de mel;
Prometeu prazer sem preço,
mas cobrava a própria pele.
Virei o rosto ao encanto,
guardei firme o coração;
Nem todo beijo é abrigo,
nem desejo é redenção.
[Chorus]
Sete andares até Akotar,
sete pecados pra atravessar.
Se a morte chama pelo meu nome,
eu sigo em frente, sem me curvar.
Sete andares, pedra e temor,
carrego a chama contra o breu.
Se o reino dos mortos me espera,
vai conhecer quem sobreviveu.
[Verse 3]
No terceiro, Ganância contava
coroas feitas de sal;
Cada moeda era um rosto,
cada tesouro, um punhal.
Deixei cair suas riquezas,
sem pedir recompensa ou favor;
Quem mede a vida em ouro
já vendeu o que tem de maior.
[Verse 4]
No quarto, a Inveja vestia
os meus sonhos com outra cor;
Mostrava a vida alheia
como um trono sem dor.
Olhei meu caminho incompleto,
sem roubar o passo de alguém;
A vitória que é verdade
não precisa apagar ninguém.
[Chorus]
Sete andares até Akotar,
sete pecados pra atravessar.
Se a morte chama pelo meu nome,
eu sigo em frente, sem me curvar.
Sete andares, pedra e temor,
carrego a chama contra o breu.
Se o reino dos mortos me espera,
vai conhecer quem sobreviveu.
[Verse 5]
No quinto, a Preguiça dormia
sob um céu imóvel, sem cor;
Disse: “Deita, o tempo esquece,
ninguém precisa de ardor.”
Mas levantei mesmo exausto,
com cada osso a protestar;
Há destinos que só se abrem
quando os pés voltam a andar.
[Verse 6]
No sexto, a Ira rugia,
fazia do sangue um clarão;
Pôs nas minhas mãos a vingança,
chamou violência de razão.
Eu baixei a lâmina em silêncio,
sem deixar o ódio mandar;
Vencer não é ser incêndio,
é não deixar tudo queimar.
[Bridge]
No sétimo, o Orgulho erguia
um espelho maior que o salão;
“És rei, não precisas de ninguém”,
mentiu com minha própria voz.
Rachei a imagem perfeita,
me ajoelhei pra seguir;
Quem admite a própria queda
já tem força pra subir.
[Final Chorus]
Sete andares até Akotar,
sete pecados ficaram pra trás.
Se a morte chama pelo meu nome,
minha coragem responde: jamais.
Sete andares, pedra e temor,
mas já não caminho só eu;
A porta do reino se abre—
e a noite recua ante o meu.
[Outro]
Sete portas sob a pedra,
sete sombras sem poder.
Cheguei ao reino dos mortos
sem deixar de escolher.
A zene stílusa
Épico cinematográfico sombrio em português, metal sinfônico com percussão marcial, cordas graves, coro amplo e guitarras pesadas. Começo ritualístico e contido, cada verso ganha peso como um novo andar; refrão grandioso e memorável, ponte em crescendo e final monumental. Vocal principal grave e dramático, dicção clara, mix denso e cinematográfico.