[Verso 1] Naquela praia deserta Sobem e descem marés Voa o sonho em parte incerta E as ondas molham-me os pés
Moram névoas nos meus olhos A azia rói-me as entranhas Minha sorte bate em escolho Como um barco sem companha
[Refrão] Naquela praia deserta Quem me ouvirá? Só o vento me responde Volta e torna a voltar Se o meu peito é mar aberto Vem e naufraga Que a saudade é essa âncora que nunca se larga
[Verso 2] Junto conchas que o tempo Deixou cair pelo chão Cada uma traz por dentro O rumor do teu perdão
Falo baixo para a espuma Como se fosses tu Mas o sal queima-me a boca E não traz a tua luz
[Refrão] Naquela praia deserta Quem me ouvirá? Só o vento me responde Volta e torna a voltar Se o meu peito é mar aberto Vem e naufraga Que a saudade é essa âncora que nunca se larga
[Bridge] Se um dia a maré te traz Pelo rasto do luar Hei de erguer o meu cansaço Como prece junto ao mar
[Refrão] Naquela praia deserta Vais-me escutar O teu nome na garganta Pronto a se quebrar Se o meu peito é mar aberto Vem e naufraga Que a saudade é essa âncora que nunca se larga
A zene stílusa
Sparse Portuguese guitarra and upright bass, male vocals in an intimate Fado setting. First verse almost a cappella over quiet, held chords; chorus blooms with rich chord voicings and subtle backing harmonies. Dynamics swell and retreat like waves, with a short instrumental turn between sections to let the emotion breathe., fado