Dalszöveg
(Intro)
Yeah…
tem coisa que o tempo não apaga
tem lembrança que é tatuagem na alma
tem sorriso que volta na mente quando tudo tá em calma
e é sobre isso que eu falo…
(Verso 1)
Lembro dos dias de sol e o vento na cara,
da risada sem motivo, da rua que parava,
do som da galera, o beat batendo na lata,
da bola no campinho e o grito que estourava.
Era só poeira subindo, coração livre,
ninguém pensava em dor, só em viver o incrível,
as tardes viravam noites, o tempo corria,
mas cada segundo ali valia uma vida.
A gente sem grana, mas cheio de plano,
de peito aberto, enfrentando o ano,
rindo do nada, sonhando alto,
mesmo que o mundo parecesse um salto.
(Pré-refrão)
E quando eu fecho o olho, eu volto no tempo,
vejo cada rosto, sinto o mesmo vento,
a saudade pesa, mas é doce também,
porque lembrar daquilo me faz bem.
(Refrão)
Momentos que o tempo não leva,
que o coração ainda conserva,
a vida corre, mas não apaga,
as memórias que o amor embala.
E se um dia eu esquecer meu nome,
que o tempo leve tudo, menos o que consome,
os dias bons, os abraços verdadeiros,
os risos simples, os amigos primeiros.
(Verso 2)
Lembro das madrugadas olhando pro céu,
falando de sonho, futuro e papel,
deixando o vento contar nossos planos,
achando que o mundo cabia em quatro manos.
Cada conversa virava canção,
cada olhar trazia uma lição,
ninguém sabia o que vinha depois,
mas todo “agora” valia por dois.
As festas simples, o som no quintal,
o rango improvisado virava ritual,
o barulho da chuva, o cheiro da terra,
o tempo parava e a vida era bela.
(Refrão)
Momentos que o tempo não leva,
que o coração ainda conserva,
a vida corre, mas não apaga,
as memórias que o amor embala.
E se um dia eu esquecer meu nome,
que o tempo leve tudo, menos o que consome,
os dias bons, os abraços verdadeiros,
os risos simples, os amigos primeiros.
(Verso 3)
Hoje eu ando só, mas carrego no peito,
cada pedaço daquilo que foi perfeito,
não existe fim pra o que é real,
lembrança é ponte pro emocional.
Vejo fotos antigas e sorrio sozinho,
parece que ainda sinto aquele caminho,
onde o sol batia e o mundo era nosso,
sem medo, sem culpa, só sonho e esforço.
E quando bate a bad, é isso que me salva,
lembrar dos momentos que me formaram a alma,
dos conselhos que ouvi, dos abraços sinceros,
das promessas que fiz olhando pro espelho.
(Ponte)
E mesmo que o tempo leve cada rosto,
a essência fica, e esse é o gosto,
de ter vivido, de ter sentido,
de ter amado e nunca esquecido.
(Refrão – final)
Momentos que o tempo não leva,
que o coração ainda conserva,
a vida corre, mas não apaga,
as memórias que o amor embala.
E se um dia eu me perder de mim,
que eu encontre no passado o meu jardim,
onde tudo florescia em calma,
onde o mundo sorria pra minha alma.
(Outro)
Então eu sigo, com o peito aberto,
levando o passado como um verso,
porque lembrar é resistir ao tempo,
e amar… é o maior sentimento.