No velho bar a noite se estendia Bandolim chorava em tom sereno E a valsa vinha tímida e sem freio Trazendo ao copo a mágoa que eu bebia Ela dançava a rua se abria Rodava solta um riso meio obsceno E o mundo inteiro, bobo e tão pequeno Parava só para ver sua ousadia O vento aplaudia cúmplice e calado As garrafas brilhavam no balcão E o povo via um sonho embriagado Na madrugada feito oração Ela valsava corpo iluminado E eu me perdia ao som da ilusão