Dalszöveg
Já andei por terras distantes,
Sob o céu que mudou tantas vezes,
O presente me chama, mas sinto o passado,
Nas cicatrizes que o tempo deixou marcado.
Já fui artista, padeiro, moleque e maloqueiro,
Em cada papel, um pedaço de mim inteiro.
O que sou, se perde e se encontra,
Mas o ciclo nunca se desmonta.
Ciclos antigos, ressurgem em mim,
Fragmentos perdidos, brilham no fim.
Entre o agora e o que já passou,
Carrego histórias que o tempo guardou.
Na busca constante do que ainda não achei,
Já vivi mil vidas, e nessa eu busco também.
Nunca fui ultrapassado, talvez só perdido,
Entre os ecos do que já foi esquecido.
Pisando firme no chão de hoje,
Sinto ecos de passos antigos,
O passado nunca se foi,
Ele pulsa sob minha pele.
Ciclos antigos, ressurgem em mim,
Fragmentos perdidos, brilham no fim.
Entre o agora e o que já passou,
Carrego histórias que o tempo guardou.
Já fui rei, fui peão,
Já tive o mundo na palma da mão.
O que era não importa, o ciclo não finda,
Eu sou o que fui, e o que ainda não sei.
Ciclos antigos, ressurgem em mim,
Fragmentos perdidos, brilham no fim.
Entre o agora e o que já passou,
Carrego histórias que o tempo guardou.