[Verse 1] Com dezasseis anos, caíste comigo na curva da estrada, eu vi o perigo a roda virou, tudo foi tão rápido e o teu nome ficou no meu grito
Tu foste embora, eu fiquei no chão mão a tremer, peito em pedaços levei a culpa, levei a dor e o teu capacete pesava nos braços
[Pre-Chorus] A mãe chorou na porta a noite não quis acabar eu via a tua sombra sempre a mandar-me andar
[Chorus] Eu fiquei, tu foste eu fiquei, tu foste no meio da dor, eu jurei que a tua vida eu não esqueço
Eu vim pra França com as mãos na obra eu vim pra França a lutar por nós
[Verse 2] No frio de manhã, cimento e cal as mãos rachadas, o corpo cansado cada parede que eu subo em silêncio leva um pedaço do teu passado
Penso em ti quando o sol desce e o ferro brilha no meu olhar eu digo baixo, como quem reza irmão, eu estou-te a honrar
[Pre-Chorus] A saudade vem cedo antes do apito tocar mas eu sigo em frente sem te deixar ficar para trás
[Chorus] Eu fiquei, tu foste eu fiquei, tu foste no meio da dor, eu jurei que a tua vida eu não esqueço
Eu vim pra França com as mãos na obra eu vim pra França a lutar por nós
[Bridge] Se eu fechar os olhos volto àquela estrada ouço a tua voz na noite calada
Dizes-me: vive não pares agora então eu levanto mais uma hora
[Chorus] Eu fiquei, tu foste eu fiquei, tu foste no meio da dor, eu jurei que a tua vida eu não esqueço
Eu vim pra França com as mãos na obra eu vim pra França a lutar por nós
Musikstyle
Portuguese pop ballad with a steady mid-tempo pulse, gentle acoustic guitar and muted drums in the verses; pre-chorus opens with rising pads and handclaps; chorus lands wider with warm harmony stacks and a simple chantable hook. Lead vocal stays close-mic and intimate, with doubled lines on key phrases, small delay throws on the last word of each hook, and a few soft backing replies in parentheses. Airy risers, reversed guitar swells, and a subtle room tone between sections. Warm, emotional, clean mix with an earthy low end.