(Intro: Um acorde dramático de sintetizador, seguido por batidas secas e pesadas de bateria. Um piano elétrico toca uma melodia tensa em tons menores)
Verso 1 O silêncio na sala hoje veio mais pesado A luz acesa e a mala pronta no chão Não houve grito, nem escândalo armado Apenas o papel com a prova da traição A foto, o endereço, a mensagem no celular... Tudo o que eu achava que sabia ocultar.
Verso 2 Eu vi nos olhos de quem sempre me amou de verdade O vidro quebrado de uma vida inteira Não adiantou inventar nenhuma outra metade A culpa me pegou no topo da escadaria Eu perdi a minha casa, o meu porto, o meu chão Pelo gosto perigoso daquela outra paixão.
Refrão E agora as máscaras caíram no chão da vaidade O traidor foi pego na própria armadilha Perdi quem me dava amor e fidelidade E o telefone da amante... nem sequer brilha Estou no meio do caminho, na noite mais fria Sem o teto que eu tinha, sem a outra fantasia.
Verso 3 Eu liguei chorando pro quarto daquele hotel Gritando que o mundo tinha desabado Mas a voz do outro lado foi fria como o céu: "Eu te avisei que o nosso trato era no passado" Quem era o meu refúgio trancou a fechadura Descobri que no sigilo a paixão não cura.
Ponte (A música explode: guitarras distorcidas com eco, sintetizadores rasgados e vocais de apoio agudos no fundo) Olho pras minhas mãos e elas estão vazias! O amor de casa eu joguei no lixo O amor da rua era só covardia! Que preço maldito por um capricho... Eu quis ter tudo e acabei sem nada Uma alma perdida na mesma calçada! (Solo de Guitarra épico e desesperado – daqueles que choram notas altas, bem no estilo do Rock de Arena de 1983)