(Verso 1) Lá no chão batido da pequena casa O sol nascia antes dele acordar Bota empoeirada, chapéu surrado E a coragem pronta pra trabalhar Foi vaqueiro valente no campo aberto Enfrentou seca, chuva e solidão Na enxada firme plantava o sustento E no peito, um gigante coração
(Pré-Refrão) Vida sofrida nunca lhe fez parar Cada dificuldade era motivo pra lutar
(Refrão) Joãozinho, sorriso largo e mão estendida Mesmo na dor ele agradecia a vida Criou seus filhos com fé e suor Plantou amor onde só tinha dor Hoje o céu ganhou um homem direito Mas aqui ficou seu exemplo perfeito
(Verso 2) Na roça dura, debaixo do sol Ele ensinou o que é dignidade Não deixou faltar o pão na mesa Nem conselho cheio de verdade Era alegre, era camaradeiro Amigo de todo mundo do lugar Se alguém sofria, lá vinha ele Com uma piada pra consolar
(Pré-Refrão) No olhar simples tinha luz demais Joãozinho era desses que não volta mais
(Refrão) Joãozinho, sorriso largo e mão estendida Mesmo na dor ele agradecia a vida Criou seus filhos com fé e suor Plantou amor onde só tinha dor Hoje o céu ganhou um homem direito Mas aqui ficou seu exemplo perfeito
(Ponte – Parte Falada ou Cantada Suave) Dalva ficou com o peito apertado Mas também com o orgulho no olhar Porque foi ao lado desse homem Que aprendeu a nunca se entregar
E os filhos seguem seu ensinamento: Jóce, Jozeane e Val Âni, Gôrdo e Lêi Carregam no sangue o seu ideal
(Verso 3) Um triste dia mudou a história Um acidente calou sua voz Mas não calou sua memória Nem apagou o amor entre nós Porque homem bom não morre nunca Vira estrela pra iluminar Vira saudade que aperta o peito Mas também força pra continuar
(Refrão Final – Mais Forte) Joãozinho, herói sem capa nem medalha Venceu a vida na força da batalha Se foi cedo demais pra entender Mas deixou muito mais do que se vê No céu agora ele é vaqueiro Montado na fé, guardando a família
(Final – Suave) E quando o vento sopra na varanda Parece até que ele vem falar: “Cuidem da Dalva… sigam unidos… Que um dia a gente vai se encontrar.”