Seis de agôsto de De mil novecentos e dois Emergiu do Rio Acreano Um exército soberano E um Caudilho no comando
Das barrancas de Mariscal Sucre Brotaram soldados Seringueiros Nordestinos inconformados Guerreiros Não queriam ser bolivianos Queriam ser brasileiros.
Guiados pela Estrela Altaneira Comandados e comandante Na penumbra da madrugada Foram avante Executando a estratégia elaborada.
Em pouco tempo de caminhada A Intendência Boliviana estava cercada! Protegido por seus valentes Plácido de Castro bateu na porta da frente.
No primeiro momento A porta foi aberta E o Intendente falou sonolento: "És temprano para la fiesta" O Caudilho respondeu em tom de exclamação: "Não é festa, é Revolução!
Da mesma porta da frente Saíram presos: Soldados, cabos, sargentos, oficiais E o Intendente.
Antes dos primeiros raios do sol Veio a identidade E no arrebol Veio a felicidade
Naquele seis de agosto O Caudilho discursou E no torrão do outrora Aquíry Decretou! Mariscal Sucre Passou a se chamar Xapury.