Estrofe 1) Hoje o machado descansa E a faca já não brilha mais Foram tantos cortes precisos Nas carnes que o tempo me trazEu deixo o avental pendurado E o cheiro que marca o lugar As conversas no balcão ficaram Com memórias pra relembrar(Refrão) Adeus, açougueiro, chegou o fim De uma vida de cortes e suor sem fim As lâminas guardo, mas o amor não sai Nas carnes e vidas, meu legado vai(Estrofe 2) Cada pedaço que entreguei Era um pouco do que eu sou Fatia por fatia, eu me dei No serviço que sempre ficouAgora vou seguir em frente Com o peito cheio de emoção Mas o som das lâminas cortando Ainda ecoa no meu coração(Refrão) Adeus, açougueiro, chegou o fim De uma vida de cortes e suor sem fim As lâminas guardo, mas o amor não sai Nas carnes e vidas, meu legado vai(Ponte) E se algum dia voltar Ao velho balcão do lugar Vou lembrar com carinho Do meu tempo, meu ninho(Final) Adeus, açougueiro, chegou o fim Mas as marcas que deixei vão ficar até o fim O aço descansa, o homem se vai Mas o açougueiro aqui, pra sempre, estará.