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No brilho das Minas, o ouro reluziu, o Império sorria, o povo sucumbiu. Portugal mandava, o quinto era lei, de cada cinco partes, uma eu entreguei. No suor do garimpo, o sangue escorria, enquanto na corte a taça se erguia. A riqueza daqui, pra lá que partia, e o grito do povo nas ruas nascia.
É o ouro, é o quinto, é o peso do chão, é o grito calado da escravidão. É o sonho de um povo pedindo perdão, por lutar com coragem pela libertação.
Tiradentes sonhou, justiça pediu, contra o jugo da coroa, o povo insurgiu. Falava em liberdade, sem rei, sem patrão, mas pagou com a vida pela revolução. Nas ladeiras de Ouro Preto ecoou, o desejo de um Brasil que se libertou. Mas o sangue dos livres que ali escorreu, plantou a semente do que hoje cresceu.
É o ouro, é o quinto, é o peso do chão, é o grito calado da escravidão. É o sonho de um povo pedindo perdão, por lutar com coragem pela libertação.
Na Bahia fervia outro ideal, de negros e pobres num grito igual. Queriam justiça, queriam pão, queriam respeito, queriam nação. Conjuração Baiana, coragem demais, povo no comando, sem reis, sem capitais. Mas a cor da pele foi condenação, e a liberdade morreu na repressão.
O Império cobrava, o povo cansava, o ouro sumia, a fome voltava. Impostos e ordens, correntes e dor, a história é marcada com sangue e suor. Da senzala ao garimpo, o chicote soou, e o grito de um povo nunca calou.
Mas do ferro e da dor, nasce a canção, da lama e da cruz, brota a nação. O passado é espelho, memória e lição, pra quem carrega a história no coração.
É o ouro, é o quinto, é o peso do chão, é o grito calado da escravidão. É a chama acesa da revolução, Brasil de coragem, suor e paixão.