lyrics
Ó Bambu sagrado, templo da cachaça,
entre mesas de madeira e fumaça,
três heróis surgem da noite tardia,
Dai, Guika e Chicrete — risos e poesia!
O mél brilhava nas taças douradas,
na boca queimava, nas almas geladas,
e o coro dos velhos gritava sem fim:
“Bebam, dancem, pois a vida é assim!”
Eis que o salão se abre em girar,
a velharada começa a chamar,
os passos tortos, os corpos no chão,
a música ecoa, febril coração!
Entre rodopios, levanta-se a dama,
com olhos de fogo, com boca de chama:
“Meu corpo arde, queima, roça!
Nos jovens guerreiros eu quero pousar!”
Mas Dai e Chicrete, ligeiros, se afastam,
no fumo encontram refúgio, se abraçam.
De repente o silêncio explode em trovão,
um grito dilacera a multidão:
“Não te mistura com puta, não!”
As mesas viraram, os copos voaram,
as vozes urraram, os punhos lutaram,
a briga insana engoliu o salão,
e a noite tremeu com pura paixão.
Fugindo do caos, surge a procissão,
três cavaleiros montados em explosão:
sem capacete, sem documento,
a moto rugia contra o vento!
Guika, no meio, tremia e ria,
Dai gritava como sinfonia,
Chicrete cantava no guidão sagrado,
“Coragem! Coragem! O mundo é errado!”
Nas ruas sombrias, eis que aparece,
um vulto que a noite jamais esquece:
é o Padrinho, senhor da resenha,
que guia os amigos, que tudo desenha!
“Sigam-me, filhos, em glória e canção,
por dez bares eu vos levarei na paixão!”
Taças se ergueram, guitarras soaram,
os becos da noite em festa vibraram.
Por cada esquina, gargalhas e copos,
os passos errantes, os sonhos tão loucos,
em cada balcão um brinde erguido,
em cada sorriso um destino perdido.
E ao fim da jornada, a bêó brilhou,
com luzes modernas, o Padrinho dançou!
“Ouço a música, a letra é bela,
Let’s Go 4, ó estrela singela!
Na embriaguez encontro a verdade,
a noite é eterna, viva a amizade!”
E todos juntos cantaram então,
um hino de fúria, de pura emoção:
“Entre bares, danças e confusão,
rimos do caos, cantamos paixão!
Se a vida é ópera, que seja insana,
com pinga, resenha e fuga profana!
Que as ruas ecoem, que o céu se levante,
nós somos da noite, o coro vibrante!”