ESTROFE I A teia do fato, aos poucos, se tece, Cada fio exposto, o que a mente esquece. O que o olho não viu, o que a boca calou, O tempo revela, o que o vento levou. A prova que tarda, mas que é irrefutável, É a força latente, firme e inabalável.
Estrofe II E quando a luz corta a névoa da espera, Mostra-se a Justiça, sólida e severa. O juízo é feito, a conta está paga, Não há mais esconderijo, não há mais chaga. REFRÃO Cai a máscara falsa, finda a impunidade, Pois a morosidade não é a verdade De um fracasso, mas sim de um cuidado. O justo recebe seu bem esperado: A Justiça pode tardar, mas nunca falhará. INTRODUÇÃO FINAL SUAVE