เนื้อเพลง
Do chapéu cai o chá, da moldura a maçã…
Um truque, um sorriso… ninguém me alcançará.
Me diga, quem sou eu?
A resposta nunca vem fácil, só a magia há de falar…
“O que é, o que é, tão frágil que,
só de mencioná-lo, ele se quebra?”
Silêncio…
Sim, esse sou eu, guardando segredos que a lua liberta.
Metade preto, metade branco, fio e faca no ar,
Sardas no rosto, presas discretas, pronta para atacar.
Olhos heterocromáticos, verde e azul a brilhar,
Segredos dançam no ar, mas só eu posso guiar.
Xícaras flutuam, bule voa do nada,
Maçã some do quadro, ninguém percebe a jogada.
Charadas sussurram, mas você não entende,
Cada truque é um espelho, e a ilusão se estende.
“Metade noite, metade dia,
Qual espelho reflete minha magia?”
Rainha de Copas observa, só um olhar a vigiar,
No tabuleiro da loucura, impossível escapar.
Se tentar me calar, vai ter que escutar,
Minha voz é faca, meu palco vai cortar.
Charade, charade, danço na escuridão,
Doce e venenosa, como sangue e tentação.
Sumo do nada, reapareço em luz,
No jogo da mente, só eu conduzo a cruz.
Amiga leal, mas não brinque demais,
Se errar comigo, leva puxão, jamais se faz.
Não sou perfeita, mas conheço meu valor,
Cada truque que lanço revela meu interior.
“O que é, o que é, tão frágil que,
só de mencioná-lo, ele se quebra?”
Silêncio… meu aliado, minha proteção.
Pinturas respiram, relógios giram ao contrário,
Minha mente é palco, teatro extraordinário.
Chenya tenta, mas não vai controlar,
Meu truque é minha vida — aprenda a escutar!
Charade, charade, danço entre véu e ilusão,
Doce na boca, mas no fundo, duelo e paixão.
Entre rosas e sangue, ninguém foge da tentação,
No tabuleiro final, sou eu quem decide a mão.
Guardo sentimentos, não deixo escapar,
Explodo em silêncio, mas continuo a jogar.
Charadas dançam, minha mente é labirinto,
Entre loucuras, o mundo se torna distinto.
Xícaras voam, bule se eleva,
Maçã desaparece, ninguém percebe a prova.
Rosas perfumadas, sangue a cintilar,
Vampira à vista, impossível escapar.
Charade, charade, danço na escuridão,
Doce e venenosa, sangue e sedução.
Sumo do nada, reapareço em luz,
No jogo da mente, só eu conduzo a cruz.
“O que é, o que é, tão frágil que se quebra?”
Silêncio…
Sou eu, sou minha magia… sangue, rosas.. ninguém mais pode saber.