Text
[Intro]
Na forja sem manhã, o silêncio se partiu
E uma voz por trás do fogo seu segredo revelou
[Verse 1]
Mara, a artesã, moldou o metal sem nome
Sob o sopro do Caos, que rondava a oficina
“Faz um círculo eterno; dá-lhe fome, dá-lhe dono”
E o ouro escuro bebeu a última chama
[Pre-Chorus]
Quando a mão fechou o aro, a pedra virou pó
E a madeira abriu feridas, negra seiva pelo chão
[Chorus]
Anel negro, boca fria, tudo em ti desfaz
Carne, ferro, flor e muro — nada resta em paz
Cada vez que a tua força rasga o véu do fim
Uma parte da alma se apaga, presa em ti
[Verse 2]
O primeiro rei o ergueu contra muralhas de granito
Com um gesto, fez cair as torres e seus brasões
Mas no espelho viu seu rosto se desfazer bem devagar
E ouviu, no fundo do peito, mil correntes a cantar
[Pre-Chorus]
A cada uso, menos nome, menos sonho, menos luz
Mais um fio da existência o círculo negro conduz
[Chorus]
Anel negro, boca fria, tudo em ti desfaz
Carne, ferro, flor e muro — nada resta em paz
Cada vez que a tua força rasga o véu do fim
Uma parte da alma se apaga, presa em ti
[Bridge]
Mara escondeu a bigorna sob raízes sem idade
Mas o aro chamou por mãos que confundiam força e salvação
Quem o toma ganha um instante; perde um mundo por inteiro
Até não sobrar quem lembre por que o ergueu primeiro
[Final Chorus]
Anel negro, boca fria, rói o próprio chão
Cada uso abre mais fundo a fome no coração
Quando a última lembrança se desprender de ti
Só a fome ficará — e o círculo, sem fim
[Outro]
Na forja sem manhã, ainda sussurra o Caos
E sob a terra, o anel espera
Musikstil
Épico sombrio em português, metal sinfônico cinematográfico com andamento lento e marcha pesada; cordas graves e coro distante abrem a introdução, guitarras densas e percussão orquestral crescem nas estrofes, refrão amplo com voz principal grave e dramática, ponte íntima e ameaçadora seguida por clímax coral; produção ampla, dinâmica e nítida, atmosfera de lenda antiga e tragédia inevitável.