Ao pé da calçada eu canto baixinho pra não acordar A lua senta na esquina só pra me ouvir lembrar Na travessa José Evaristo o tempo parou de correr Silvino sorria em silêncio e Raimundo era o próprio viver Casa simples, luz morna Mesmo quando o dia caiu Era abrigo, era promessa Pra quem chegou e sorriu Reduto de amor e boemia Sem pressa, sem direção Quem entrava virava afeto Quem partia, canção Ô saudade Chega devagar Senta aqui perto de mim Deixa seresta contar Que nada teve um fim Em Acari toda ausência Aprendeu a ficar Quem foi amado de verdade Nunca deixou esse lugar Zefinha e Geraldo Guiné na memória Puxando o tom Alta Marfisa e Dida Riam baixo no refrão Adriano Gilvan rindo alto Na roda e Bineca Há Bineca, amigo leal Duda e Augusto sangue De Silvino sempre imortal Hoje a noite chega mansa Com um silêncio diferente Falta o riso do amigo gata Na seresta permanente Mas em cada acorde lento Ele insiste em voltar Porque amigo quando é eterno Nunca aprende a faltar Ô saudade Fica mais um pouco Deixa a rua adormecer Casa de Silvino e Raimunda Ainda vive em você Ao pé da calçada Acari Segue viva em cantar Quem virou lembrança bonita Volta sempre para este lugar Ô saudade Chega devagar Senta aqui perto de mim Deixa seresta contar Que nada teve um fim Em Acari toda ausência Aprendeu a ficar Quem foi amado de verdade Nunca deixou esse lugar