[Verso 1 - voz masculina grave] Arrumei minha tralha velha na mala cansada Sem rumo certo, só Deus pra guiar Guaiaca gasta, fivela toda riscada Cheia das dores que eu não quis contar Deixei pra trás a casa triste e vazia E um retrato querendo falar Mas homem que perde o amor nessa vida Só tem dois jeitos… partir ou chorar
[Refrão - dueto masculino] Minha tralha velha conhece meu pranto Mais que a viola que insiste em gemer Na guaiaca trago um amor quebrado Que nem a estrada consegue esquecer Se a noite aperta eu bebo silêncio Se o dia nasce eu finjo viver Mas cada passo que dou sozinho Só me ensina mais a sofrer
[Instrumental: viola caipira solo e sanfona chorada]
[Verso 2 - voz grave com segunda voz nas terminações] Já fui sorriso, já fui até promessa Hoje sou sombra do que restou Carrego no peito minhas escolhas E um coração que o tempo marcou No fundo da guaiaca tem carta antiga Manchada de pranto que não secou Palavra doce virou espinho Desde o dia em que você me deixou
[Refrão - dueto] Minha tralha velha conhece meu pranto Mais que a viola que insiste em gemer Na guaiaca trago um amor quebrado Que nem a estrada consegue esquecer Se a noite aperta eu bebo silêncio Se o dia nasce eu finjo viver Mas cada passo que dou sozinho Só me ensina mais a sofrer
[Ponte - voz grave falada] Se alguém perguntar por onde ando Diga que sigo sem paradeiro Só com minha tralha velha nas costas E um amor perdido no ponteiro
[Refrão Final - dueto mais lento] Minha tralha velha conhece meu pranto Mais que a viola que insiste em gemer Na guaiaca trago um amor quebrado Que nem a estrada consegue esquecer