Sei que em teu peito ainda vibra um traço Do que fui eu na história que vivemos Um grande amor não morre em breve espaço Nem se dissolve ao vento dos extremos
Não é espuma vã que o tempo arrasa Nem chama breve feita de ilusão É marca funda que na alma se enlaça Cicatriz viva ardendo no perdão
Errei, confesso, em ímpeto e loucura Cabeça turva, o coração na mão Deixei que o fogo cego da ternura
Queimasse a hora exata da razão Mas se ainda em ti ressoa o que fomos Volta, que a porta aberta guarda os sonhos