A luz do banheiro é fria demais Revela traços que eu não escolhi Olho pro vidro e peço perdão Por não reconhecer quem habita aqui É como vestir uma roupa de chumbo No meio de um mar que insiste em subir Eu tento falar, mas a voz dá um nó O eco de fora não me deixa sair. (Pré-Refrão) Dizem que o corpo é uma casa Mas a minha tem as portas trancadas E eu perdi a chave no chão. É um ruído, uma falha na nota Uma estrada que sempre desvia da rota Gritando pro meu coração. (Refrão) Não é sobre estética, é sobre ar É o esforço constante pra conseguir respirar Sob uma pele que insiste em mentir Eu só quero o direito de apenas... existir. Tirar essa máscara, mudar o roteiro Ser o rascunho que enfim ficou inteiro Lutar contra o tempo, o medo e a norma Até que a essência encontre sua forma. (Verso 2) O mundo me chama por um nome de ontem Como se o ontem fosse o meu fim Mas eu sou o espaço entre as linhas O segredo guardado no fundo de mim. Não é um capricho, não é uma fase É a sede de quem encontrou o oásis Mas ainda caminha no sol. (Ponte) Dói o pronome que corta o silêncio Dói o olhar que me julga um estranho Mas dói muito mais me calar no espelho E viver uma vida de um outro tamanho. Eu vou me esculpir, eu vou me nomear Até que o meu rosto aprenda a me amar. (Refrão) Não é sobre estética, é sobre ar É o esforço constante pra conseguir respirar Sob uma pele que insiste em mentir Eu só quero o direito de apenas... existir. Tirar essa máscara, mudar o roteiro Ser o rascunho que enfim ficou inteiro Lutar contra o tempo, o medo e a norma Até que a essência encontre sua forma. (Outro) Aos poucos a imagem vai se ajustando... O peso no peito vai se libertando... Eu finalmente... cheguei. Eu finalmente... sou.