Letra da música
Faz tempo que fui guri mais eu me lembro,
depois que a chuva caía pra me alegrar,
mormaço agua suja mês de setembro,
descia pra o rio dos patos para pescar.
Na beira daquele rio imaginava,
com a mente de um guri piá sonhador,
que o mundo fosse manso como as aguas,
e os homens tivessem a calma de um pescador.
Na beira daquele rio, passava horas a fio,
sonhando em criar asas para voar,
e com a linha no rio, ouvia roncá o bugio,
e os pássaros que cantavam pra mim ficar.
E o tempo que não perdoa fez do guri,
um homem preocupado em ser feliz,
e hoje de olhos abertos sei que está ali,
toda a felicidade que eu sempre quis.
Na beira do rio dos patos e o rio dos touros,
aonde fui tão feliz em tempos de piá,
e eu com aquelas aguas tenho um namoro,
que mesmo depois da morte persistirá.
Na beira daquele rio, passava horas a fio,
sonhando em criar asas para voar,
e com a linha no rio, ouvia roncá o bugio,
e os pássaros que cantavam pra mim ficar.
E as tardes ensolaradas cá na cidade,
não tem o brilho das tardes do meu rincão,
e hoje vivo peleando com esta saudade
que há tempo se arranchou em meu coração.
Dois rios duas lembranças meus dois amores,
as suas margens floridas me viu crescer,
olhando a garça branca e Martins pescadores,
pescando junto comigo no entardecer.
Na beira daquele rio, passava horas a fio,
sonhando em criar asas para voar,
e com a linha no rio, ouvia roncá o bugio,
e os pássaros que cantavam pra mim ficar.