Letra da música
[Verse 1]
Prometeram praça cheia
Mas a fila tá vazia
Tanto slogan na parede
E o prato ainda esfria
Na esquina, o povo escuta
Quem fala fino e sorri
Mas no fim do mês, meu irmão
É a conta vindo aqui
[Pre-Chorus]
Eu já vi esse teatro
Troca de nome, mesmo chão
Se a resposta é de vidro
Eu quero mão na mão
[Chorus]
Política, política
Quem vai pagar essa conta?
Política, política
Minha rua sempre espanta
Política, política
Não me vende fantasia
Política, política
Quero pão no outro dia
[Verse 2]
Tem gravata apertando
A garganta de quem corre
Tem criança no portão
E um futuro que não morre
Falam alto no debate
Mas ninguém quer descer
Pra olhar de frente o medo
Que o bairro deixa crescer
[Pre-Chorus]
Eu já vi esse teatro
Troca de nome, mesmo chão
Se a resposta é de vidro
Eu quero mão na mão
[Chorus]
Política, política
Quem vai pagar essa conta?
Política, política
Minha rua sempre espanta
Política, política
Não me vende fantasia
Política, política
Quero pão no outro dia
[Bridge]
Se é pra ser palavra forte
Que ela encoste no chão
Que venha junto do remédio
Da escola e da refeição
Eu não peço milagre
Nem promessa de papel
Só justiça na calçada
E respeito no quartel
[Chorus]
Política, política
Quem vai pagar essa conta?
Política, política
Minha rua sempre espanta
Política, política
Não me vende fantasia
Política, política
Quero pão no outro dia
Estilo de música
Brazilian pop-funk with sharp syncopated drums and skittering percussion, midtempo bounce; verse stays tight with sparse bass and clipped guitar stabs, pre-chorus opens into stacked gang vocals and rising handclaps, chorus lands hard with a chantable call-and-response hook. Lead vocal is confident and close-mic with doubled lines on key words, short delay throws on the anchor phrase, vinyl crackle and filtered risers bridging sections, bright punchy mix with a club-ready low end.