Quem é você que invade minha privacidade, tecendo sombras em cada esquina da mente, sussurrando segredos que dançam no ar, como folhas soltas em um outono silencioso? Um toque leve, uma brisa que não vejo, marcando a presença onde o silêncio mora, teus olhos, invisíveis, penetram a bruma, tua essência flutua, como um sonho não sonhado. Desenho teu contorno entre os ecos do espaço, neste labirinto que sou, onde ecoa a dúvida, como um artista que pinta com tintas de cheiro, cada respiração uma nota na sinfonia da ausência. Mas quem é você, que me observa de longe, tecendo a trama do que não foi dito, como um mistério que se revela no tempo, perpetuando a dança entre o ser e o não ser?