Horizonte nasceu no sítio onde seu pai, era contratado como capataz. Teve muitos irmãos é era o mais esperto E de peito aberto dizia seus pais. Até na igreja ele se destacava Enquanto seus outros irmãos rezavam Ele já estava lá fora bendito entre as mulheres Quando jovem sonhou um dia em ser cantor, e essa virou sua paixão Na hora da bóia lá na roça ensaiava As modas que escutava no radio do patrão Fazia da enxada o seu violão E o milharal era a multidão. E assim horizonte pegou todos os macetes. Comprou um tonante ao rei dos violões, de um comerciante que conheceu. Aprendeu uns acordes e participou De um concurso e ele venceu. A praça lotada gritava seu nome Horizonte agora era cantor de renome. E assim então ele partiu para a capital. A vida do interior já era passado, e em São Paulo e teve que se acostumar. Com tanta gente com tanto carro Diferente do gado lá do curral. Lá na Rua Augusta em um barzinho lotado Foi convidado a fazer um ponteado. O povo aplaudiu de pé o seu desempenho. A noite foi longa conheceu Anita, uma moça bonita que ali trabalhava. Ficaram amigos depois namorados E todo sábado era onde ele cantava. Até que um dia um grande produtor Fez uma visita e o convidou. A ir no show de calouros do Raul Gil.