[Verse] Eduardo Dias foi dançar na escuridão No brilho falso encontrou uma paixão Envolveu-se sem saber onde ia parar Mas o destino decidiu lhe machucar [Verse 2] Contraiu um vírus que não aparecia Desse amor que nada mais lhe daria Um fardo pesado que iria carregar A vida não lhe era mais seu lugar [Chorus] Eduardo chora na solidão cruel Longe do mundo seu próprio réu Enquanto os dias se tornam mais cinzentos Pulmões em cinzas sonhos desfeitos [Verse 3] Cigarros acesos no silêncio da noite Saúde desfondeando sem um açoite Isolado na caverna de sua dor Achou refúgio num falso amargor [Chorus] Eduardo chora na solidão cruel Longe do mundo seu próprio réu Enquanto os dias se tornam mais cinzentos Pulmões em cinzas sonhos desfeitos [Bridge] O tempo não perdoa o voo mal traçado Eduardo sucumbe ao corpo mal levado Aos 54 encontrou seu fim Numa história marcada por mais um declim