Verso 1 A mesa é um barco à deriva, sem pressa de chegar O café é o vento que sopra, e nos faz navegar A conversa é pão quentinho, que a gente parte ao meio Com palavras de manteiga, espalhadas no passeio Refrão E a chuva cai como algodão Molha o chão, mas não pesa não É só o céu chorando devagar Pra gente dançar, sem se molhar As horas são grãos de areia Que a gente esquece na beira da ideia Enquanto o sol se põe no chá Do simples, a gente vai se achar Verso 2 O silêncio é a sopa, que aquece a alma fria O olhar são as migalhas, que deixam o rastro do dia A saudade é um guarda-chuva, guardado por não chover Mas quando a noite cai, é a lua que vem dizer Refrão E a chuva cai como algodão Molha o chão, mas não pesa não É só o céu chorando devagar Pra gente dançar, sem se molhar As horas são grãos de areia Que a gente esquece na beira da ideia Enquanto o sol se põe no chá Do simples, a gente vai se achar Ponte O relógio é o vento, sem mapa pra seguir Mas no compasso do agora, é onde quero existir As nuvens são cartas, no correio do coração Que trazem o abraço na brisa da canção Refrão Final E a chuva cai como algodão Molha o chão, mas não pesa não É