Songteksten
[Intro]
Antes do nome, antes do trovão,
Nox respirava sob o chão.
[Verse 1]
Elgor, primeira fera de Nox,
veio ao mundo como Nier, o Rei.
Com Shibyla dividiu o pão,
e dez berços guardaram sua lei.
Dez risos cruzavam os salões,
pequenas mãos em sua mão.
Ele jurou que o tempo inteiro
não tocaria aquele verão.
[Pre-Chorus]
Mas veio o silêncio, porta após porta,
frio sem rosto, sentença sem voz.
E o rei que curvava a fronte por amor
ergueu seu luto contra todos nós.
[Chorus]
Nier, rei sem herdeiros,
Elgor, fera que a dor despertou.
Contra a Árvore Estelar lançou sua ira,
no sangue dos fiéis seu reino afundou.
Shibyla, chama distante,
tenha piedade do que restou.
A primeira fera de Nox partiu sem nome,
e o mundo, em temor, o recordou.
[Verse 2]
“Foi a Igreja”, bradou diante dos altares,
“foi sua árvore que os levou.”
Os sinos chamaram pela paz,
mas sua mão nenhuma escutou.
Caiu a luz sobre os degraus,
se calou o canto no santuário.
Quando a vingança enfim se saciou,
só restou cinza no relicário.
[Pre-Chorus]
E quando o pó cobriu os retratos,
quando o último rosto se apagou,
o rei procurou nos próprios braços
o peso que jamais largou.
[Chorus]
Nier, rei sem herdeiros,
Elgor, fera que a dor despertou.
Contra a Árvore Estelar lançou sua ira,
no sangue dos fiéis seu reino afundou.
Shibyla, chama distante,
tenha piedade do que restou.
A primeira fera de Nox partiu sem nome,
e o mundo, em temor, o recordou.
[Bridge]
Pelos campos sem fronteira,
por cidades sem brasão,
levou dez nomes na memória,
como pedras no coração.
Ninguém sabe onde repousa,
nem que estrada o devorou;
só a noite fecha as janelas
quando o vento diz: “voltou”.
[Final Chorus]
Nier, rei sem herdeiros,
Elgor, fera que a dor despertou.
A Igreja perdeu seus fiéis na ruína,
a ruína perdeu quem a começou.
Shibyla, chama distante,
se ainda o alcança, chama-o então.
A primeira fera de Nox segue errante,
com dez nomes ardendo na escuridão.
[Outro]
Antes do nome, antes do trovão,
Nox ainda escuta seus passos no chão.
Stijl van muziek
Épico sombrio de fantasia, metal sinfônico cinematográfico em andamento lento e pesado; versos com cordas graves, tambores de guerra e guitarra distorcida contida, refrão amplo com coro misto e metais; crescer de lamento íntimo para clímax brutal, voz masculina grave e dramática, produção densa e orquestral, final em queda ritualística.