Da janela, vejo o lago. Parece calmo. Mas, ao amanhecer, sua efervescência é intensa no lado de baixo.
Do lado de cima, observo e escuto a manifestação dos pássaros, saudando o Criador, provavelmente em agradecimento por mais um novo dia.
E isso se repete todas as manhãs. Enquanto contemplo essa cena, ponho-me a devanear: — Nossa... durante toda esta semana eu não me lembrei de agradecer.
E eu, que já imaginava ter vencido o meu ego, percebo que ele ainda habita silenciosamente em mim. Talvez a maior sabedoria seja justamente esta: reconhecer, a cada amanhecer, que ainda temos muito a aprender sobre a gratidão.
Ó janela, que por vezes se faz portal da sabedoria.