Songteksten
[Intro]
Eles sorriem achando que o jogo é justo...
Mas o tabuleiro já estava inclinado antes da primeira peça se mover.
A liberdade é só uma ilusão confortável.
[Verse 1]
O topo é um alvo pra quem quer se expor
Holofotes cegam o próprio ator
Para esconder uma mente que pensa além
É preciso fingir não ser mais ninguém
Cálculos frios por trás da preguiça
Eles buscam a glória, eu busco a premissa
Tão previsíveis, cadências tão óbvias
Lendo intenções em atitudes simplórias
Como um livro aberto que não sabe que foi lido
Eu ando entre as sombras, presente, mas escondido.
[Pre-Chorus]
Dizem que há calor na amizade ou no toque
Mas vejo apenas peças aguardando o seu xeque...
E mate.
Não há maldade, entenda o conceito.
Eu só aplico o método que considero perfeito.
[Chorus]
Vocês sentem tudo, mas eu não sinto nada.
Nada, nada...
No fim do corredor, só existe a sala branca e gelada.
Que valor tem uma peça se ela não for sacrificada?
Ferramentas que quebram são largadas na estrada.
Eu não sinto ódio, rancor ou empatia...
Eu sou o silêncio que rege essa falsa harmonia.
A psicopatia não é um defeito aqui...
É a única forma de conseguir coexistir.
[Verse 2]
Me chamam de monstro, me julgam ausente
O vácuo esculpido na forma de mente
Num quarto sem cor, onde a infância foi morta
A dor foi a chave pra trancar minha porta
E quando a violência se faz necessária...
Meus punhos se movem de forma ordinária.
Naquele telhado, eu quebrei o seu orgulho
Sem raiva, sem fúria, sem fazer barulho.
Eu vi nos seus olhos o medo nascer...
Mas o meu batimento não ousou se mover.
Sinto muito... mas eu não sinto nada.
[Verse 3]
O que vale um gênio que ninguém reconhece?
É a sombra do galho que a árvore esquece.
Mas ser o titereiro exige discrição,
Se eles cortam os fios, eu troco de mão.
Marionetes dançam jurando estar soltas
Mas o ego humano é feito de algemas e voltas.
Classe D, Classe A, qual a real diferença?
Se todos rastejam na mesma sentença...
Vocês buscam notas, status, um nome
Eu busco a saída antes que o tédio me consuma.
[Chorus]
Vocês sentem tudo, mas eu não sinto nada.
Nada, nada...
No fim do corredor, só existe a sala branca e gelada.
Que valor tem uma peça se ela não for sacrificada?
Ferramentas que quebram são largadas na estrada.
Eu não sinto ódio, rancor ou empatia...
Eu sou o silêncio que rege essa falsa harmonia.
[Outro]
Não importa quem precise ser machucado.
Não importa o que precise ser feito.
Ayanokoji Kiyotaka não faz amigos...
Ele adquire ferramentas.
Neste mundo, vencer é tudo.
E no final... eu serei o único de pé.
Xeque-mate.
Stijl van muziek
Dark storytelling rap, lofi trap, melancholic piano intro with rain sound effects, cold whispery monotone male vocals, 85 BPM, spoken word elements, deep bass, eerie