Quando implorei pelo teu apoio, Retribuis-te com vários eu’s, E com o meu jeito afoito, Olhei para cima e rezei a vários céus!
Abandona agora a mágoa que te corrói, Grita se sentes a doer, Vai, continua e destrói, A dor maldita que te fez sofrer!
Com os olhos ensanguentados eu vi! O ódio que nos fez cair, A mim mesmo eu omiti, De somar e não subtrair!
Cosi a boca a um sapo, Para afastar de mim as palavras do passado! Estou no canto da diversão feito um farrapo, Fui a jogo sem um truque no casaco!
Sinto a saudade apertar-me no escuro, Como dois carros em colisão, O Diabo não me amassou o pão, serviu-mo duro, Foi as consequências da minha omissão!