Reencarna, Na prateleira do tempo Tua face átona retorna O frio invade a porta da noite Desenha a textura duma cama nua de vazia A porta intrometida Abre a solidão Tua face, reencarna a textura da parede, Do vazio, Do frio. A textura sigilosa dum barulho Congestionado nos anais do tempo, as marcas que o silêncio da distância não apaga A alma congestionada, morta de saudades, na prateleira vulcânica do silêncio barulhento. Ela uiva o cio Que a madrugada não pode apagar.