Lyrics
[Intro]
Na mata onde o sol mal se atreve a passar,
uma asa risca o silêncio do ar.
[Verse 1]
Morkov nasceu entre raízes antigas,
cabelo de brasa, passos sem som.
Uma venda escura lhe cobre os olhos,
mas sente a seiva, a chuva e o chão.
Na Floresta Negra, os ramos o guardam,
cipós lhe mostram por onde seguir.
A coruja pousa no alto de um tronco:
seu guia conhece o que há de vir.
[Chorus]
Morkov, filho da folha e do breu,
com a coruja por guia, cruza o véu.
Sua besta canta, a flecha vai firme,
quem fere a floresta verá que ela vive.
Morkov, não chama os homens de irmãos;
guarda os antigos com as próprias mãos.
[Verse 2]
Ele escuta os machados mordendo os carvalhos,
ouve botas pisando no musgo ferido.
Os homens chegam trazendo correntes,
sem ver que o bosque também tem ouvido.
Toma a besta e aponta sem medo,
a flecha encontra o escudo e o estandarte.
Não busca glória, nem sangue por gosto;
quer que o invasor se afaste da parte
mais funda e sagrada da mata que o criou,
onde a água conhece seu nome e seu ardor.
[Chorus]
Morkov, filho da folha e do breu,
com a coruja por guia, cruza o véu.
Sua besta canta, a flecha vai firme,
quem fere a floresta verá que ela vive.
Morkov, não chama os homens de irmãos;
guarda os antigos com as próprias mãos.
[Bridge]
“Vem pela trilha”, a coruja chamou,
“há fogo nas copas, mas não acabou.”
Morkov ergueu o rosto à noite sem ver;
a floresta inteira respondeu por ele.
[Final Chorus]
Morkov, filho da folha e do breu,
com a coruja por guia, cruza o véu.
Sua besta canta, a flecha vai firme,
raízes se erguem, a mata resiste.
Morkov, que os velhos carvalhos o guardem;
que os passos dos homens jamais o alcancem.
[Outro]
Quando a última brasa se apaga no chão,
a coruja o guia de volta à escuridão.
Style of Music
Épico medieval de fantasia sombria, folk metal cinematográfico com tambores de guerra profundos, cordas orquestrais amplas, alaúdes dedilhados e coros masculinos em camadas. Versos narrativos e íntimos sobre uma base de alaúde e percussão discreta; refrão grandioso com guitarras pesadas, cordas ascendentes e coro; ponte rarefeita com chamada de coruja e flauta grave antes do retorno final. Voz masculina rouca, expressiva, em português, mix amplo e dramático.