Lyrics
[Verse 1]
Na mata onde a trilha termina,
Brurra desce sem fazer som.
Pele de cal, fria e fina,
um olho inteiro no lugar do rosto, sem dó.
[Pre-Chorus]
Ela prende os dedos no tronco,
seu passo não deixa pegada.
E quando a copa range lá no alto,
inguém pergunta quem chamou.
[Chorus]
Brurra, Brurra, não olhe pra trás,
bocas nas mãos, mastiga e diz:
“Abre a porta, eu sei que está aí.”
Brurra, Brurra, se agarra aos galhos,
com mãos onde os pés deviam dormir.
[Verse 2]
As palmas se abrem como feridas,
dentes miúdos roçam no ar.
Com elas prova a casca das árvores,
com elas aprende a imitar.
[Pre-Chorus]
O olho acompanha a janela,
mesmo quando a casa se fecha.
E as mãos no lugar dos pés
sobem pela parede sem pressa.
[Chorus]
Brurra, Brurra, não olhe pra trás,
bocas nas mãos, mastiga e diz:
“Abre a porta, eu sei que está aí.”
Brurra, Brurra, se agarra aos galhos,
com mãos onde os pés deviam dormir.
[Bridge]
Se ouvir sua voz no quarto vazio,
não responda, não acenda a luz.
Ela fala com a boca da palma,
e o olho já sabe onde você está.
[Final Chorus]
Brurra, Brurra, já entrou no quintal,
a pele pálida roça o portão.
Bocas nas mãos repetem seu nome,
e mãos sem pés sobem pelo salão.
[Outro]
Quando a manhã abrir a mata,
não conte quantas mãos ficaram no chão.
Style of Music
Brazilian gothic horror rock, slow lurching 6/8 groove, detuned upright piano and bowed low strings in the verses, heavy toms and distorted bass entering at the chorus, brittle metallic accents, theatrical Portuguese lead vocal shifting from hushed menace to ragged cries, close dry verses opening into a wide reverberant chorus, abrupt stop ending