[Verse 1] No fundo do corredor, alguém chamou meu nome A voz tinha o riso da minha irmã Mas ela dormia trancada ao meu lado E a porta não tinha maçaneta por dentro
[Pre-Chorus] Uma corcunda risca o papel de parede Unhas finas contam os passos que damos Cabelos negros escondem dois olhos amarelos E algo pequeno se agarra às suas costas
[Chorus] Sussurro, não diga quem você imita Sussurro, devolva os anos que levou Cada rosto que amamos vira uma isca Cada voz nos chama mais fundo
[Verse 2] A mesa posta repete o mesmo domingo O relógio mastiga a mesma hora Meu pai pede sal com a voz de criança Minha mãe diz: fica, já vai amanhecer
[Pre-Chorus] Mas a janela dá para o mesmo corredor E as marcas na porta sobem pela madeira A fera se curva, faminta e magra Sua prole se mexe quando mentimos
[Chorus] Sussurro, não diga quem você imita Sussurro, devolva os anos que levou Cada rosto que amamos vira uma isca Cada voz nos chama mais fundo
[Bridge] Quantos invernos cabem numa sala? Quantas lembranças ainda são nossas? Ela nos alimenta com dias inventados Enquanto os pequenos respiram em suas costas
[Outro] Ouço minha própria voz no corredor Chamando alguém que ainda não nasceu Sussurro responde do outro lado E eu esqueço qual de nós sou eu
Style of Music
Brazilian Portuguese cinematic horror rock, slow stalking pulse with low bowed strings, muted toms, detuned piano and scraping metallic textures; intimate close-miked low female lead with breathy doubled whispers that imitate distant voices, restrained verses opening into dissonant choral surges, abrupt dropouts and a bleak unresolved ending; claustrophobic, gritty mix with deep restrained sub-bass