[Verse 1] A seca rachou o campo atrás da casa O poço guardava só poeira e sal Caelin tinha dez, mãos pequenas E o medo sentado à mesa do jantar
Sua mãe contou os grãos no escuro Três irmãos dormiam sem jantar Então ele ouviu os sinos do Arbor Chamando quem pudesse se entregar
[Pre-Chorus] Por duas sacas, um teto e pão Ele deu seu nome, deu sua infância Sem espada ainda, sem oração Só um menino carregando a esperança
[Chorus] Caelin, Bastião do Arbor Dois escudos contra a noite em vão Se o mundo cobra sangue dos fracos Ele se ergue entre a fera e o irmão Caelin, não tombou sozinho Leva a casa dentro do coração Cada criatura que foge da treva Ouve o trovão de sua proteção
[Verse 2] Aprendeu a marchar antes de crescer A ler nos rostos a fome e a dor Dormiu sobre pedra, sangrou no treino E fez do silêncio um velho mentor
A carta da mãe chegou num inverno Dizia: “Teus irmãos aprenderam a rir” Ele beijou o selo, fechou os olhos E jurou que não deixaria a noite os atingir
[Pre-Chorus] No Arbor, a chama nunca dorme Há garras rondando o portão Mas quando os sinos chamam seu nome Dois círculos de ferro respondem no chão
[Chorus] Caelin, Bastião do Arbor Dois escudos contra a noite em vão Se o mundo cobra sangue dos fracos Ele se ergue entre a fera e o irmão Caelin, não tombou sozinho Leva a casa dentro do coração Cada criatura que foge da treva Ouve o trovão de sua proteção
[Bridge] Mãe, guarde o trigo, eu guardei a estrada Irmãos, durmam, a porta está fechada Se a escuridão vier buscar vocês Vai encontrar meus dois escudos outra vez
[Instrumental]
[Final Chorus] Caelin, Bastião do Arbor Dez anos viraram aço e clarão O menino que vendeu sua infância Hoje enfrenta a noite de pé no chão Caelin, enquanto houver criaturas Enquanto houver alguém sem abrigo Dois escudos batem como sinos E o medo recua diante do amigo
[Outro] Quando a manhã tocar os campos E a chuva voltar ao velho lugar Caelin baixará seus dois escudos Mas nunca deixará de vigiar
Style of Music
épico medieval sombrio, folk metal sinfônico, andamento marcial crescente, cordas graves e coros masculinos amplos, tambores de guerra profundos, alaúdes e flautas austeras nos versos, guitarras pesadas e metais heroicos no refrão, dinâmica de balada íntima para clímax colossal, vocal masculino áspero e emotivo com interpretação narrativa, produção cinematográfica ampla e dramática