[Intro] A terra abriu a boca no verão E o poço devolveu somente pó
[Verse 1] Caelin tinha dez, mãos pequenas demais Pra erguer o balde no campo sem grão A mãe repartia o último pão Por sete bocas, por sete manhãs
Na praça da Igreja, sob o sino rachado Um escriba pesou o que restava no armazém Duas sacas por um juramento selado E o menino baixou os olhos: “Está bem”
[Pre-Chorus] Não foi glória, nem escolha, nem perdão Foi o inverno batendo à porta do barracão
[Chorus] Caelin, não diga que foi em vão Teu nome ficou guardado no celeiro Caelin, com fome no coração Compraste a vida dos teus com teu primeiro medo
[Verse 2] No Arbor, aprendeu a vigiar em silêncio A ler pegadas onde ninguém via chão Dormia ouvindo o ferro contra o vento E acordava com a marca da oração
Cada ordem levou um pedaço do garoto Cada marcha fez mais longe o seu lar Mas quando a noite soltava seus monstros Era o primeiro a se levantar
[Pre-Chorus] Não por medalha, nem por bênção no altar Mas pela lembrança de quem ficou a esperar
[Chorus] Caelin, não diga que foi em vão Teu nome ficou guardado no celeiro Caelin, com fome no coração Compraste a vida dos teus com teu primeiro medo
[Bridge] Hoje a sombra tem dentes e olhos de brasa Hoje a mata responde quando ele vem Dois escudos fecham a estrada Dois juramentos protegem alguém
Se a fera descer pela encosta Se a noite cobrar seu quinhão Caelin firma os pés na rocha E faz do próprio peito um bastião
[Final Chorus] Caelin, agora a Igreja ouvirá O menino que entregou seu amanhã Caelin, ninguém mais tombará Enquanto houver dois escudos em suas mãos
Caelin, que o Arbor se lembre então A seca não venceu o coração Caelin, caçador da noite sem fim Salvou os seus — e voltou por mim
[Outro] Quando o sino tocar sobre o campo renascido Haverá trigo, haverá pão E entre as espigas, baixo e decidido Dois escudos guardarão o amanhecer
Style of Music
épico dark fantasy cinematográfico, folk medieval sombrio, cordas graves e coros amplos, tambores de guerra profundos, alaúdes e rabecas ásperas, versos íntimos que crescem para refrões monumentais, vocal masculino dramático e vulnerável, ponte com queda quase silenciosa, final triunfal com dois escudos marcando o pulso, mix amplo e orgânico