[Verse 1] Aos dez anos, Caelin contou os pratos Um por sua mãe, dois por seus irmãos Na porta da Igreja, baixou os olhos E trocou sua infância por pão
Disseram: “fica, e a fome vai embora” Ele olhou para trás sem reclamar Guardou no peito o medo daquela hora E aprendeu cedo demais a não voltar
[Pre-Chorus] Cada sino levou um pedaço seu Cada inverno perguntou quem ele era Mas sob a pedra fria do juramento Ainda havia alguém esperando por ele
[Chorus] Caelin, Bastião, permanece de pé Dois escudos contra a noite e a maré Quando as feras fecham o caminho Ele vira muralha entre o perigo e os seus
Caelin, não nasceu para ser herói Foi a fome que o empurrou para a guerra Hoje protege os amigos caçadores Com os dois braços segurando a terra
[Verse 2] No Arbor, a madeira rangia como ossos E o breu respirava atrás do véu Ele viu companheiros caírem sem nome E ouviu sua própria prece subir ao céu
Sobreviveu sem promessas de glória Com cicatrizes onde antes havia pele Aprendeu que coragem não apaga a história Só escolhe quem fica quando tudo fere
[Pre-Chorus] Quando a fera rosna junto à fogueira E o medo faz o mais valente recuar Caelin finca os pés na poeira E deixa o mundo inteiro se quebrar
[Chorus] Caelin, Bastião, permanece de pé Dois escudos contra a noite e a maré Quando as feras fecham o caminho Ele vira muralha entre o perigo e os seus
Caelin, não nasceu para ser herói Foi a fome que o empurrou para a guerra Hoje protege os amigos caçadores Com os dois braços segurando a terra
[Bridge] Se um dia perguntarem o preço da vida Ele não dirá o nome da dor Dirá: “eu só queria que minha família Tivesse mais uma manhã, por favor”
E se a Igreja cobrar seu último voto Se o Arbor chamar outra vez Ele erguerá os dois escudos Como quem escolhe os seus de uma vez
[Final Chorus] Caelin, Bastião, permanece de pé Dois escudos contra a noite e a maré Que venham presas, garras e ruínas Nenhuma fera passa por quem ele defendeu
Caelin, agora conhece seu nome Não é o menino vendido ao altar É o homem que enfrenta o impossível Para que seus amigos possam voltar
[Outro] Quando o dia nascer sobre o acampamento E o silêncio deixar a estrada respirar Dois escudos repousarão na poeira Mas Caelin ainda estará lá
Style of Music
épico cinematográfico de fantasia sombria, balada orquestral híbrida, andamento lento e crescente, piano grave e cordas íntimas no verso, tambores de guerra e metais amplos no refrão, coral masculino discreto, guitarras atmosféricas, dinâmica do sussurro ao clímax heroico, voz masculina madura e emotiva, produção ampla e detalhada com impacto de trilha sonora