A verdade relativizada Escorreu devagar pela mão O que era sólido e profundo Hoje se dissolve na distração O saber virou informação Sem silêncio e sem compreensão Muita imagem, pouca memória Muito excesso, pouca direção Eu quis consertar por fora Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro
Vivemos presos na velocidade De um futuro sempre aceso Tudo muda em poucos dias Tudo perde forma e peso A conexão virou costume E o ruído tomou a atenção Quanto mais perto das telas Mais distante a reflexão Eu quis consertar por fora Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro
Conhecimento virou acúmulo De fragmentos sem profundidade E a pressa tomou o lugar Da antiga busca pela verdade Estamos sempre conectados Mas cansados de tanta exposição Como quem procura sentido No excesso de informação Eu quis consertar por fora Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro
O mundo inteiro segue acordado Mas já não consegue enxergar Porque há luz em toda parte E pouca coragem pra parar Tudo parece provisório Frágil diante da pressão E o que não cria raiz Escapa fácil pela mão Eu quis consertar por fora Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro Sem me importar com o que estava dentro