Genildo, abre a porta do teu silêncio que eu cheguei devagar | Carrego nos bolsos os nossos risos dos nove anos que não sei apagar | Foi só um vento de mal-entendido que virou tempestade entre nós | E eu perdido sem a tua mão, sem o calor da tua voz | Me escuta, amor, eu tropecei nas palavras que não falei | E deixei o orgulho fechar a ponte onde a gente sempre se encontrava | Eu não aprendi a ficar sem você, a casa ficou menor, o mundo ficou sem cor | Os dias me ensinaram o quanto te perder dói ainda mais que qualquer dor | Me perdoa se eu fuzei caminhos que nos afastaram sem querer | Se a minha pressa feriu teu jeito de amar, quero consertar | Volta que eu trago calma, trago paciência e vontade de ouvir | Prometo regar de cuidado cada sonho teu, cada porvir | Te amo mais que tudo, e digo isso como quem reza sem temor | Te amo mais que tudo, e preciso do teu abraço como abrigo e calor | Deixa eu ser teu abrigo novo, sem mágoas, sem paredes de silêncio | Vamos reescrever as promessas, ajeitar os pedaços do tempo | Nove anos me ensinaram que nosso nome é feito de história e chão | Genildo, aceita minha mão; volta a ser futuro, volta a ser canção