Lyrics
Acorda cedo, antes do sol brilhar,
Bacia na cabeça, começa a caminhar.
O que cai do céu às vezes é só chuva,
Mas ela segue firme, com fé que nunca muda,
À procura do pão de cada dia,
Na luta constante, com garra e valentia.
Todos os dias o lema é: Deus proverá,
Ninguém sabe o amanhã, mas ela vai lutar,
Mamã zungueira de pão, mesmo cansada,
Persiste na zunga pra pôr comida na mesa de casa.
Zunga pão, zunga peixe, não dá descanso não,
É daí que sai o jantar pra alimentar o coração.
Zunga água, zunga picolé de abacate cuia,
É daí que sai o jantar, é luta todo dia.
Vende frango, vende arroz, não pode parar não,
É daí que vem a força pra sustentar o irmão.
Zunga saco, vende bolinhos, segue sem parar,
É daí que sai o jantar pra família alimentar.
Apesar das dificuldades que a vida lhe deu,
Ela nunca desistiu, sempre permaneceu firme.
Não é porque quer, mas a vida assim quis,
E mesmo na dor, ela tenta ser feliz.
Na zunga é duro, eu sei mamã,
Quanto esforço escondido no teu olhar,
Trazendo alegria pra dentro do lar,
Mesmo quando o cansaço tenta te parar.
Algumas são mãe e pai ao mesmo tempo,
Dão tudo de si em qualquer momento,
Verdadeiras guerreiras, firmes na batalha,
Com amor no peito, nunca falha.
Não é luxo, ou riqueza nem quantidade,
É o jantar simples feito com dignidade,
Por detrás de cada zungueira na rua,
Existe uma história forte, que continua.
Zunga pão, zunga peixe e café, não dá descanso não,
É daí que sai o meu jantar pra sustentar os pequenos.
Zunga água, zunga doce.....
É daí que sai a vida, com esforço e dedicação.
Vende tudo, luta sempre, sem reclamar da dor,
Mamã zungueira é sinónimo de força e amor.
De Cabinda ao Cunene
Zunga pão, zunga peixe, não dá descanso não,
É daí que sai o jantar pra alimentar o coração.
Zunga água, zunga picolé de abacate cuia,
É daí que sai o jantar, é luta todo dia.
Vende frango, vende arroz, não pode parar não,
É daí que vem a força pra sustentar o irmão.
Zunga saco, vende bolinhos, segue sem parar,
É daí que sai o jantar pra família alimentar.